There is a stomach inside my brain.

11.7.18

Ainda estou tentando, tentando mesmo ser mais ativa aqui no blog! Estou usando uma ferramenta que minha ilustre amiga Bia indicou, o OneNote. Mas não vou falar sobre isso, de uma olhada no post dela que ela fala muito melhor do que eu.
Estou de férias como a maioria de vocês (eu espero) e eu to passando muito tempo sozinha, tempo demais pra falar a verdade. Eu nunca fui de ter muitos amigos, nem pessoalmente nem virtuais. Tenho alguns sim mas não fecham nem uma (1) mão. E pra falar a verdade eu sempre fui uma pessoa solitária. Desde de pequena eu amava brincar sozinha e nas turmas do fundamental sempre fui aquela que está ali mas não participava tanto. Não sei se eu estou escrevendo algo com algum sentido. Eu simplesmente sentei aqui com o computador querendo escrever alguma coisa, não sei ao certo onde eu quero chegar. Nem aqui nem na vida em si. Resumindo, eu esteva me sentindo muito só a muito tempo (a dias, semanas, talvez meses) e quis escrever pra vocês.

Por eu ser meio solitária, eu tenho tanta coisa pra falar e não sei como. Não sei como usar as palavras corretamente, (acho que falo isso muito, desculpa, mas eu tenho um problema terrível com isso e tenho que comentar) e quando eu acho que consegui elas não parecem ser o suficiente. Não consigo descrever o que esta dentro de mim.

Uma coisa que eu amo demais é me sentir cheia de alguma coisa, sabe quando a gente vai ao cinema por exemplo e vê um filme muito bom, tipo, um filme que quando todo mundo já está levantando pra ir embora da uma saudade gigantesca do que você acabou de ver e você se sente cheio daquilo, cheio de inspiração. Eu amo isso, é tipo minha sensação favorita da terra. Ela não se aplica só no cinema, claro, pra mim é a mesma quando eu escuto uma musica que descreve tudo o que eu as minhas palavras não conseguem. É estranho porque, dependendo do dia elas sempre mudam. Acho que é o mesmo sentimento quando estamos apaixonados, e ainda mais quando alguém nos ama e podemos sentir esse amor. Eu não sei dizer com propriedade sobre essa ultima parte. Não tenho grandes histórias relacionadas a relacionamentos.

Esse sentimento me faz querer gritar! Me faz querer pular! G R I T A R MUITO ALTO! E essas coisas ficam aqui dentro de mim e é tão difícil mostrar pra alguém, ou só mostrar. Mesmo que ninguém ligue, mesmo que ninguém se importe. É tão difícil pra mim colocar tudo pra fora. Todas essas pequenas coisas que me inspirarão eu tenho tanta vontade de fazer alguma algo com todas elas. AAAH! Tenho vontade de gritar! Todos os dias eu tenho um bilhão de ideais de coisas que eu poderia estar criando nesse momento e por algum motivo que infelizmente eu sei o porque, eu não realizo nem 5% de todas essas coisas. E isso me mata por dentro. E eu sei que eu sou o problema, eu coloco essa barreira nas minhas mãos e elas não conseguem fazer nada. Acho que só vou conseguir me libertar tentando e tentando, e me controlando. Auto controle é algo que sempre me confronta. Isso me lembra muito de Oasis: Supersonic (2016), tem uma cena do Liam em um show que me marcou muito. Mas eu não estou afim de falar sobre isso, desculpa. Só queria deixar a referencia porque vale a pena. Tem até aquela frase famosinha do Epicteto sobre isso

"Nenhum homem que não domine a si mesmo é livre"

É isso o que eu tenho pra falar hoje, bem confuso talvez. Mas se eu não tentar acho que nunca vai acontecer não é. Ah! Estou pensando em postar algumas fotos que eu tiro por ai, não são profissionais nem de longe, mas eu tenho tanta foto guardada que grita por um lugarzinho pra ser exposta. E esse acaba de ser escolhido O Lugar. Eu to muito inspirada por tudo o que o twenty one pilots trouxe ao mundo esse ano, (e todo o resto também) desde das teorias malucas com os mapas e as cartas e esse clipe I N C R I V E L!
E me fez refletir sobre um bilhão de coisas e puff, esse texto saiu.
love always

A real punk is punk on the inside

1.7.18

Vim falar sobre filmes hoje e como eu amo demais essa cultura punk. Mas uma coisa de cada vez. Assisti mais filmes que gostaria de falar um pouco sobre, como Castelo no Céu (1986) primeiro longa do icônico Studio Ghibli que é uma das coisas mais lindinhas do mundo (todos do são né, vamos ser sinceros studio ghibli pisa). E o ultimo que vi e achei tão divertido, é um filme francês chamado Amor e Consequência (2003) em PTBR. Ele tem um visual muito parecido com Amelie Poulain esteticamente falando mesmo com aquele filtro amarelinho e até os efeitos especiais. Enfim, talvez talvez eu faça um post falando sobre eles mas o foco aqui é outro.

Vamos lá. SLC Punk! (1998) é um filme de comédia que foca na vida de dois amigos punks de south lake city, é mais focado no Stevo (cabelo azul) que vem de uma família rica, com boas notas e propostas para faculdade. E na vida de um tipico vandalista punk com as festas, os shows e todo o resto que vem com isso. Mesmo sendo um filme de comédia (de um certa forma) ainda sim tem uns diálogos  incríveis, que mesmo cheios de sarcasmo são tão bons. Acho que essa é uma palava boa para descreve-lo sarcasmo.

Fala sobre amor, liberdade, juventude, politica, religião e tudo o que se tem direito. Umas das cenas que eu mais gostei foi sobre um debate voltado a cultura punk. Com aquele pergunta clássica: Onde tudo começou? E como essa cultura foi comercializada (como tudo não é mesmo). E simplismente terminando com, e isso importa?  É só musica!
Outra coisa, o nome do Stevo foi inspirado no Stephen Egerton do Descentes. E o filme é muito autobiográfico, o roteirista e diretor James Merendino afirmou que tanto os acontecimentos quanto os personagens foram baseados em coisas que viveu na juventude e pessoas que conheceu. E bem, por ser um filme sobre punk rock pode ser esperar muito punk rock na trilha, que é maravilhosa. 
PS: Mesmo que eu tenha falado exclusivamente sobre o Stevo, o meu preferido com toda a certeza é o Heroin Bob, que isso fique claro. 

É um filme muito divertido, mesmo que você não tenha interesse ou não conheça sobre muita coisa sobre punk e etc, eu recomendo fortemente. É bem divertido, muito bem feito, dinâmico, rápido... é impossível ficar entediado. Ah! Eu amo filmes assim. 
O próximo, The Punk Singer (2013) é um documentário sobre a incrível Kathleen Hanna, Vocalista do Bikini Kill, Le Tigre, Julie Ruin e uma das pioneiras do movimento Riot Grrrl. Eu nem sei como começar a falar disso aqui, de tão maravilhoso que é. Mostra desde do comecinho do Bikini Kill lá em 1990, até o começo de Julie Ruin em 2010.

GIRLS TO THE FRONT Bikini Kill foi uma das primeiras bandas de punk feminista na cena, pelo menos as mais conhecidas. É tão lindo ver como tudo começou, garotas que amavam punk rock e com força de vontade. Mesmo sem saber tocar seus instrumentos (mas vamos ser sinceros, essa é uma das melhores partes). GIRLS TO THE FRONT era a frase que a Kathleen falava antes tocar alguma musica. Nos clubes o publico era majoritariamente homens o que resultava em garotas saindo machucadas e abusadas. Com tudo isso, a banda junto com outras artistas criaram o movimento Riot Grrrl, que incluía musica, zines, festivais de punk e musica feminista a etc. 

A partir dai é mais focado na vida da Kathleen mesmo, o porque do fim do Bikini Kill. Seus outros projetos e a pausa da carreira em 2005. Lembrando que ela é casada com o Ad-Rock do Beastie Boys, e como ela lidou e lida com esse amor e etc. A Kathleen é uma pessoa incrível! Vale muito a pena conhece-la. 



É claro que tem muito e muito mais sobre, mas não quero deixar o post tão grande. Esse doc me inspirou demais! Uma porque adoro punk rock e mulheres no punk rock é lindo de se ver. Outra porque eu sempre fui apaixonada por zines, desde que soube o que era sempre tive uma vontade enorme de fazer um. Ja fiz alguns na verdade mas nem os considero de tão ruins que ficaram. E outra que é completamente empoderador, de verdade. Eu não tenho palavras pra descrever o quanto é bom. Recomendo pra todas (todos também, não faz mal)

Tá, esse foi a postagem mais completa que ja escrevi, meu Deus o que aconteceu? Espero escrever tanto assim de novo. Espero que tenham gostado viu, de verdade. Mesmo achando que tenha ficado muito cansativo, mas se você leu pelo menos até a metade eu agradeço de mais. Muito Obrigada. 

Beijos. love always.


Morte aos diários de bordo.

26.6.18

Tá talvez se passou um pouquinho de uma semana, mas hey, estou aqui.
Queria falar daqueles diários de bordo que tinha mencionado aqui uns posts atras, bem, vou para com ele. Só tinha feito um (aqui no blog pelo menos). Nessa ideia, eu estava tentando muito ser 'profunda' e 'falar bonito' mas pra falar a verdade eu não sou assim. Não sou aquele tipo de pessoa que domina as palavras e tudo o que escreve parece um poema da Sylvia Plath. Eu não sou assim, então acho melhor parar de tentar algo que não é natural meu.

Semana passada revi umas entradas que escreve uns dois anos atrás sobre uma coisa que aconteceu comigo. Ah, entradas no diário/journal/caderninho, tanto faz, faço isso desde de 2013 se não me engano. Então, fiquei muito assustada porque definitivamente não se parecia nem um pouco comigo, eu não falava e nem falo daquele jeito e não acreditei. Ai lembrei que na época eu estava tentando muito ser alguém dentro do 'padrão' que eu coloquei na minha cabeça de, como eu deveria falar e me comportar. Thank God, eu já deixei isso de lado e me sinto bem melhor agora. É tão estranho como as vezes a gente (pelo menos eu) nos achamos tão decadentes, mas olhando pra trás. Caramba. Como eu melhorei.

Percebi que eu não falo muito sobre filmes aqui, o que é um pouco assustador porque eu só sei falar sobre isso 24/7. Alguma coisa está errada.

Outra coisa, fiz mais uma playlist e vou deixar aqui pra caso alguém esteja procurando musiquinhas novas. Thats all folks.




stop if you think that you've heard this one before

15.6.18



Depois de quase 100 anos sem postar nada aqui, eu não faço ideia de qual desculpa eu posso dar, a não ser: Bem, me desculpa ai, foi mal pelo vacilo.
Quando eu criei o blog eu tava tão animada, querendo falar sobre mil coisas por aqui, e do nada a magia foi embora. Ah, a preguiça é meu pior pecado com toda a certeza, meu Deus como que pode? 
Enfim, quero muito voltar a escrever aqui sobre coisas que realmente são interessantes. To pensando em pelo menos me empenhar a fazer uma postagem por semana, não vou prometer porque caso não der certo vou me sentir muito mal por ter falhado com o blog mas um vez. 

Não aconteceu tanta coisa comigo nesses últimos tempos, mas queria apontar uns ocorridos. Ganhei um prêmio na faculdade, o documentário do meu grupo ganhou no festival que fizeram lá, eu fiquei muito feliz!!!!!!! feliz de mais!!! Parece algo bem simples não sei, mas pra mim foi tão significativo. Ah Meu Deus eu amo muito tudo que envolva cinema, produção, pós produção. Devo ter escolhido o rumo certo pela primeira vez. Foi isso o que senti e espero estar certa. 

Outra coisa muito, mas muito boa foi que vi aquele anjo George Ezra ao vivo domingo (10). E foi totalmente magico, incrível, maravilhoso, talvez eu não tenha adjetivos suficientes porque foi uma experiencia boa demais. Todos os detalhes daquela noite foram imensamente bons. Eu tava tão feliz. Acho que o que mais me marcou em tudo, foi o fato de eu ter feito tudo sozinha, me. myself and I. Fui até o local sozinha, fiquei esperando na fila sozinha, esperei o show sozinha, pulei, chorei e gritei o show inteiro sozinha também. Me impressionou como eu tava bem, eu não sei explicar direito a sensação mas, pela primeira vez (pelo menos da que me lembro) eu estava confortável na minha própria pele, com a minha companhia. 
   Não tenho mais o que dizer, rsrsrs. Achei que iria falar bem menos, na verdade eu nem sabia o que iria aparecer por essas letrinhas. Mas enfim, espero que esse tipo de conteúdo não seja tão bagunçado como eu acho que é. Deve ter um zilhão de erros nesse documento, mas pra falar a verdade, acho que são eles que vão deixando as coisas mais reais. Ou será que isso também é papo furado. 
Peço que vocês me parem se já ouviram isso antes. 
Beijos, amigos da web. Até algum dia ai.